Matheus Soares
terça-feira, 1 de setembro de 2009
O poder de um bom atendimento
quarta-feira, 23 de julho de 2008
"O perfeito amor lança fora todo o medo."
Esta é uma verdade profunda das Escrituras. Nosso medo de nos relacionarmos é oriundo de uma sociedade que não conhece o amor. São dias em que amor é um simples sinônimo para relação sexual.
Deus disse que seríamos reconhecidos como seus discípulos pelo amor, e o amor bíblico é o amor que envolve sacrifício... sacrificar o ser e o querer pelo outro. Quem está disposto? Sabemos, por exemplo, definir exatamente qual é o nosso temperamento, mas incapazes de mudá-lo 1 milímetro para satisfazer aqueles que amamos, a gente fala que "tudo posso naquele que me fortalece" pra conseguir um emprego, ou uma namorada, ou uma casa, mas a gente não fala que podemos mudar nosso caráter. Preferimos continuar assim, amoldados ao mundo das aparências, mas de interior podre.
Jesus se desprendeu das tradições judaicas não por mera rebeldia, mas porque o amor se coloca acima dos rituais religiosos, acima do dia de descanso, acima da classe social, acima da diferença racial.
Amor é coisa que não se sente apenas, é coisa que se vive, coisa de quem vive! E vive não só pra si mesmo, mas vive pra si e pro outro! Porque amar, é amar a si mesmo... é agradar a si mesmo... é sonhar e realizar pra si mesmo, porque não dá pra amar o outro como a si mesmo se você não está confortável com o que você é.
A gente sonha, divaga, pensa e repensa numa sociedade que seria a perfeita. Quer governantes mais honestos, quer salários justos, quer relações sinceras... Mas a gente pára por aí. Na prática cada um vive do jeito que acha melhor, como se fosse uma ilhazinha no meio do oceano.
O bom samaritano não era bom porque era samaritano, ele era bom porque era bom! Porque se compadecia da situação do próximo, não andava com o nariz empinado, andava olhando pras pessoas.
Relacionar-se é ser feliz sabendo que faz o outro feliz.
Mas enquanto o mundo não muda, é cada um por si e Deus por todos.
Sou eu mesmo.
Nesta noite fria e muda olho ao redor,
Ninguém vejo, a não ser eu mesmo.
E olhando para mim mesmo sinto,
Sinto a angústia do ser.
Como angustiar-se pelo ser?
Como viver sendo aquilo que somos?
São nessas noites que penso,
Penso em fugir de mim mesmo.
Mas para onde fugirei?
Uma terra distante talvez?
Fico inebriado pelas possibilidades,
Possibilidade de outra vida.
Mas de que me adianta?
Seria uma vida diferente desta?
A verdade é que não dá pra escapar,
Escapar de sermos nós mesmos.
E a noite vai se desfazendo,
A aurora vem chegando,
Os rostos vão aparecendo,
E vejo que vale a pena ser eu mesmo.
sábado, 28 de junho de 2008
A dor que dilacera coração e alma, é uma dor infantil, de quem superestima as sentimentalidades.
Precisando de um afago, de colo, de segurar na mão, de abraço... as palavras são insuficientes para tal.
O tempo passa vagarosamente... as horas arrastam-se intermináveis, os dias então tornaram-se anos. Espero a esperança.
Cabisbaixo ando no meio do povo... são tantas coisas que os ombros tem que suportar...
E a vontade é refugiar-se onde ninguém pode achar.
Queria eu ser como todos os outros homens gélidos. Nada esperando.
E isso tudo é só porque preciso de coisas tão simples, mas que ninguém pode me dar.
A esperança dos desesperados é a minha: Deus me consola.
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Do que a vida é feita.
A vida é um caldo de dores e de alegrias – tem dias que o lamento excede a felicidade. Vivemos no aguardo do "dia mal", aquele, quando não sobram forças para soluçar – ninguém se engane, o "dia mal " é inexorável.
A vida é uma tensão constante entre bons e maus desempenhos – tem dias que nos envergonhamos dos nossos impulsos, da nossa ingenuidade e da nossa paixão desenfreada. Não passamos de “palhaços das perdidas ilusões, cheios dos guizos falsos da alegria andamos cantando a nossa fantasia entre as palmas febris dos corações”.
A vida é uma gangorra entre desejo e decepção – tem dias que as decepções revelam a ilusão dos nossos sonhos. Acordamos e a realidade nos esbofeteia.
A vida é uma guerra entre verdade e mentira – tem dias que nos encantamos com a mentira; depois choramos a nossa ingenuidade. Não contabilizamos a dor da utopia e somos angustiados com a perdição.
A vida é uma corrida entre o presente fugaz e o futuro incerto – tem dias que apostamos no porvir e perdemos. A ampulheta não pára e acabamos atropelados pelo pião do dia-a-dia, que esparrama o restinho da nossa dignidade.
A vida é uma negociação entre coração e razão – tem dias que o coração deixa a razão para trás e atola no areal da solidão. A pouca razão do amor é infantil; suas cartas, ridículas; seus apelos, inconseqüentes.
A vida é um equilíbrio entre céu e inferno – tem dias que incandescemos o hades porque desvalorizamos a inquietação alheia. Com vontade de encontrar a felicidade, desdenhamos a melancolia alheia e o pôr-do-sol da amada. O frio da madrugada egoísta gela toda a paixão.
Soli Deo Gloria.
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Lendo sem ler e escrevendo sem escrever.
numa vida vivida em prosa,
tentando sempre ser um soneto.
Sufocado, às vezes, pela inerrante gramática,
debruço-me na melodiosa literatura,
e nela encontro o afago para a afadigada alma.
Consoantes e vogais, nem sempre sei usá-las.
Felizes são os que não usam palavras para ferir,
mas constróem frases que tocam o coração.
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Destino
lá, onde não terei mais preocupações.
Aqui, preso a este corpo, penso:
Porque as simplicidades são tão complicadas?
Regras, leis, não e sim. Faça e não faça.
Canso-me de toda a hipocrisia.
Gostaria de viver... Ah meu Deus,
dá-me essa dádiva.
Não quero apenas os sonhos futuros,
quero o aqui e o agora.
Tão difícil é ser compreendido.
Nesse mundo, pareço estar destinado a carência.
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Não
Não, não é cansaço...
É uma quantidade de desilusão
Que se me entranha na espécie de pensar,
E um domingo às avessas
Do sentimento,
Um feriado passado no abismo...
Não, cansaço não é...
É eu estar existindo
E também o mundo,
Com tudo aquilo que contém,
Como tudo aquilo que nele se desdobra
E afinal é a mesma coisa variada em cópias iguais.
Não. Cansaço por quê?
É uma sensação abstrata
Da vida concreta —
Qualquer coisa como um grito
Por dar,
Qualquer coisa como uma angústia
Por sofrer,
Ou por sofrer completamente,
Ou por sofrer como...
Sim, ou por sofrer como...
Isso mesmo, como...
Como quê?...
Se soubesse, não haveria em mim este falso cansaço.
(Ai, cegos que cantam na rua,
Que formidável realejo
Que é a guitarra de um, e a viola do outro, e a voz dela!)
Porque oiço, vejo.
Confesso: é cansaço!...
terça-feira, 15 de abril de 2008
“Quero trazer à memória o que me pode dar esperança.
As misericórdias do SENHOR são acausa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade. A minha porção é o SENHOR, diz a minha alma; portanto, esperarei nele.
Bom é o SENHOR para os que esperam por ele, para a alma que o busca. Bom é aguardar a salvação do SENHOR, e isso, emsilêncio. Bom é para o homem suportar o jugo na sua mocidade.
Assente-se solitário e fique em silêncio; porquanto esse jugo Deuspôs sobre ele; ponha a boca no pó; talvez ainda haja esperança. Dê a face ao que o fere; farte-se de afronta. O Senhor não rejeitará para sempre; pois, ainda que entristeça a alguém, usará de compaixão segundo a grandeza das suas misericórdias; porque não aflige, nem entristece de bom grado os filhos dos homens.
Pisar debaixo dos pés a todos os presos da terra, pervertero direito do homem perante o Altíssimo, subverter ao homem no seu pleito, não o veria o Senhor? Quem é aquele que diz, e assim acontece, quando o Senhor o não mande? Acaso, não procede do Altíssimotanto o mal como o bem? Por que, pois, se queixa o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus próprios pecados.
Esquadrinhemos os nossos caminhos, provemo-los e voltemos para o SENHOR.”
Lamentações de Jeremias 3:21-40
terça-feira, 1 de abril de 2008
1º de Abril, O dia da mentira ??
Não há sentido em se comemorar 1º de Abril como o dia da mentira, uma vez que ela é celebrada e aplaudida por todos, todos os diias. Mas não há problema não é mesmo?! Afinal, caráter e sinceridade nem são levados em conta atualmente !! Prá que dizer a verdade, se posso "distorcê-la" e me sair melhor? É assim que a grande maioria pensa ...Ah, mas é uma brincadeira! muitos diriam. Mas digo que infelizmente é uma "brincadeira" que espelha a realidade, não sei se somente do povo brasileiro, mas enfim, eu realmente gostaria de viver em um mundo onde todos os dias celebrassem a verdade e a justiça. Onde o caráter e a personalidade das pessoas valesse mais do que qualquer outra coisa. Num mundo onde a mentira fosse punida e não festejada. Mas enquanto esse mundo meu, idealizado, não existe ... Celebremos, junto com todos a mentira e a falsidade, o primeiro de abril que acontece todos os dias a todos os indtantes. A falta de caráter e o engano, comemoremos o mundo onde falta além de tudo, um único dia em que só falem a verdade !
Desabamento, dengue e corrupção.
E o que dizer da situação triste do Rio de Janeiro? Em pleno século XXI a população vê-se refém de uma epidemia sem controle, com ações atrasadas e fracas do governo. E o que é mais chocante é que uma doença relativamente fácil de se diagnosticar, com tratamentos amplamente divulgados ainda faça vítimas fatais numa cidade grande. É lastimável.
Enquanto isso governo e oposição batem de frente, discutindo o grande absurdo: quem é mais (ou menos) corrupto. Esse melindre sobre os cartões é só uma desculpa para as brigas políticas de um ano eleitoral. Em nenhum momento há verdadeiro interesse na verdade ou no bem estar da população.
É difícil ter esperanças mediante essas situações. Cercados estamos por governantes corruptos, que preocupam-se única e exclusivamente com seus interesses, desviam verbas de obras, nutrem o descaso pela saúde pública. Nunca interessados em investir na educação do povo, para que, obviamente, os mesmos continuem ignorantes e votando neles. Temos essa herança maldita da exploração portuguesa, a herança de tirar vantagem de toda e qualquer situação em benefício próprio. E isso não está só nos governantes, está no povo, que acomodou-se com isso, dando seu “jeitinho” pra tudo, mesmo que esse jeitinho não seja assim tão “legal”.
Esperamos que os governantes sejam honestos, sinceros, verdadeiros, mas como? Nós mesmos não o somos. Estamos cada vez mais atentos para nossos interesses.
Até mesmo os argentinos, que tantos brasileiros odeiam, saem em defesa de seu próximo. Como não ficar empolgado com o panelaço promovido em frente à Casa Rosada?
Mas nós continuamos aqui, sentados, inertes, querendo apenas saber quem vai ganhar 1 milhão no Big Brother.
quinta-feira, 27 de março de 2008
Olhai os lírios do campo
Meninas, moças e mulheres passam horas todos os dias diante de um espelho procurando a aparência ideal. Cada vez mais cedo procuram médicos para corrigir suas supostas imperfeiçoes. Os homens cada vez mais entram nesse mundo. Quem não precisa fazer academia hoje em dia?
A vaidade da aparência caiu como uma luva no capitalismo, não só pelos nichos de mercado, mas porque também criou a vaidade intelectual. Estudar a vida inteira, graduação, pós, mestrado, doutorado, cursos de inglês, espanhol, chinês, cursos de especialização. O que dizer dos meios de comunicação? TV, celular, internet, recebemos uma enxurrada de informações todos os dias. Estamos no ponto de que uma criança tem mais informações do que um idoso a 30 anos atrás. Será que isso tudo é realmente bom?
Nem a fé e a religião são mais alicerces para uma vida sadia, transformaram-se em meros instrumentos para aqueles que galgam o sucesso.
Acabamos ficando neuróticos quando falta-nos atividades. Não conseguimos mais aproveitar tardes e noites preguiçosas, se cochilamos estamos perdendo tempo que deveríamos investir em nossas outras valorosas tarefas.
Tornamo-nos escravos, não amigos, uns dos outros. Sempre preocupados no que pensarão, no que dirão, se estamos agradando, se não estamos. Nos frustramos porque é impossível agradar a todos sempre.
Não é de se espantar que nossos dias parecem tão curtos.
Fico pensativo sobre as palavras de Jesus, "olhai os lírios do campo", ou "não andeis ansiosos por coisa alguma" ou "basta a cada dia o seu próprio mal".
Diante disso quero tomar algumas resoluções, que visam manter minha saúde mental:
- NÃO vou me vestir conforme os seus padrões;
- NÃO vou viver conforme seu estilo de vida;
- NÃO vou me preocupar com todas as suas opiniões;
- NÃO vou me guiar somento por aquilo que você pensa;
- NÃO vou engolir tudo quanto é informação;
- NÃO vou ser seu escravo, quero ser seu amigo;
- NÃO vou usar a fé como ferramenta, mas como base pra vida.
e
- VOU olhar os lírios do campo, a beleza da criação;
- VOU me vestir da maneira que achar mais confortável;
- VOU me preocupar com as coisas de amanhã, amanhã;
- VOU esperar o tempo para todas as coisas;
- VOU me dedicar às pessoas, não às coisas;
- VOU descansar;
- VOU amar.
Eu poderia enumerar muitas outras coisas nessa lista, mas seria imensa, e acredito que o importante é tentar procurar o equilibrio em cada uma das nossas atitudes.
Quer olhar os lírios do campo comigo?
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Adeus Fidel. Será que sentiremos sua falta?
Porém, sua força política, com a recente renúncia ao poder, foi bastante reduzida, o companheiro Fidel deixa de ser um articulador para apenas ser mais um influenciador nesse vasto mundo de ideais e idealizadores.
Eu nào sei dizer se o mundo sentirá a falta de sua força política, nem ao menos se isso será bom ou ruim, para Cuba e para o globo terrestre. O que sei é que poucos realmente conhecem a Revolução idealizada por Fidel, poucos conhecem de fato sua história, poucos tentam compreender a mente de um homem que por vezes pode soar como um gênio e tantas outras vezes como um louco.
O que posso imaginar é que Cuba, talvez, torne-se um país mais livre, menos totalitário e até mesmo capaz de abandonar o socialismo (isso, obviamente, daqui um bom tempo e também não sei se isso é bom). Também imagino que para o presidente Bush e para os EUA, uma pedra no sapato foi removida, pois são poucas as vozes de peso que tem coragem de afrontar os interesses do império norte-americano como a de Fidel. Já imagino os banquetes e festas que a Casa Branca tem vivido desde o anúncio de sua saída.
Seguindo os passos de quase todas as grandes figuras históricas, Fidel Castro não deixa um líder à sua altura, tendo em vista que seu irmão Raúl Castro parece-me tímido e acanhando em assumir o poder, e isso me parece um grande precedente para uma mudança nas próximas eleições.
O companheiro Lula deve estar-se sentindo um tanto quanto desamparado pois desde meados dos anos 80 mantém boas relações com o ex-presidente cubano. E isso também sentirão Chavez e Morales da vida.
Talvez a saída de Fidel signifique a possibilidade de uma maior abertura para o turismo cubano, um precedente para uma liberdade religiosa maior. Com relação a isso temos motivos para estarmos felizes com a possível situação.
Pode parecer ridículo, considerando as loucuras do ex-chefe cubano, mas sentirei falta de sua influência. Sentirei falta de alguém apontando os erros norte-americanos e afrontando, sem medo, seu domínio. Mas fico feliz em imaginar que os irmãos de Cuba terão mais liberdade.
O mundo sentirá falta de Fidel? Eu não sei, sei que eu sentirei. E isso não quer dizer que achei ruim sua saída.
Viva La Revolución!
terça-feira, 25 de dezembro de 2007
Amor é fogo que arde sem se ver
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
Nunca
Nunca meu pensamento ficou nessa confusão
Nunca fiquei sem saber o que fazer
Nunca quis tanto...