segunda-feira, 19 de março de 2007

A lista de Schindler

Embora eu possua o DVD desse filme não consegui evitar assisti-lo novamente até 4 da manhã pelo Telecine.
Este homem, Oskar Schindler, foi uma pessoa com uma personalidade intrigante. Ao contrário das tropas da SS, o contato dele com os judeus não provocou desprezo, mas compaixão. A princípio sua idéia é apenas ganhar dinheiro, mas no fim ele troca todos os seus bens em resgate pelo povo judeu, e ainda lamenta não ter conseguido salvar mais pessoas.
Isso tudo, e pensando na situação do mundo hoje, me levaram a refletir em como somos mesquinhos, egoístas e hedonistas, nossas preocupações limitam-se até a ponta de nossos narizes. Fico envergonhado de considerar-me cristão, visto que o cristianismo tem como alicerce o amor a Deus e ao próximo, e enxergo-me mais como um alienado, preso ao cárcere da instituição, totalmente desprovido da compaixão de Cristo.
Preciso, e precisamos, sair do ostracismo perante a sociedade. O mundo está povoado de maldade e escasso da bondade, 2 bilhões de cristãos mais geram maldade do que aproximam-se da bondade.
O cristianismo bíblico vai na contra-mão do mundo, da sociedade e da própria natureza humana imoral.
Como aproximar-se dessa realidade? Sinceramente, não sei. Já tentei algumas fórmulas prontas das intituições cristãs, não resultaram como eu esperava. Mas quero conseguir dar de comer a quem tem fome, dar de beber a quem tem sede, vestir quem está nu, visitar quem está encarcerado, confortar quem está doente, para que assim, de algum modo, eu possa agradar a Cristo com o que ele realmente espera de mim.

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