sexta-feira, 18 de maio de 2007

Globo: Formadora ou Manipuladora de opiniões?

O slogan do canal Globonews diz que a idéia do canal é ajudar o telespectador ao formar opiniões, mas é claro que todos nós sabemos, a muito tempo, que o império Globo está interessado em manipular as nossas opiniões, não ajudar a formá-las.

Ontem eu assistia o programa Entre Aspas apresentado pela jornalista Maria Beltrão e o tema era "Pirataria", os convidados eram um especialista em "propriedade intelectual" e um advogado especializado nessa área. Desde o princípio ficou claro que a intenção da Globo não era discutir o assunto, mas sim colocar medo nos telespectadores que consomem os famosos xing-ling's. É fato que pirataria é crime, que essa prática vem acabando com muitos empregos do comércio formal e que o governo deixa de arrecadar impostos, mas não é uma questão simples como a empresa dos Marinho quis mostrar. Se de uma hora para outra a polícia saísse prendendo todos os ambulantes e camelôs imaginem o caos que aconteceria. E o que fazer com essa massa que tira seu sustento dessa prática e que antes não tinha oportunidade no mercado de trabalho formal? Parece que para a Globo isso não é problema dela.

Todos opiniões de internautas que foram lidas no programa concordavam com a posição da Globo, não houve nenhum questionamento sobre a dita "propriedade intelectual". Quem definiu tal coisa como "propriedade intelectual"? Para mim as artes e conhecimento humano deveriam ser livres visto que ninguém cria algo do nada. Uma música, uma pintura, um livro, são resultados de várias influências. Peguemos o exemplo de um estilo musical, aquele que inventou aquilo não recebe nada, e a sua propriedade intelectual?

Minha idéia não é pregar Anarquia ou Comunismo, mas que hajam legítimos debates sobre o assunto, opiniões diversas, participação da sociedade e mais do que isso, encontrar soluções que não sejam ditatórias como a plim-plim deseja.

Ainda existe a questão do nosso atraso, como um país de terceiro mundo. Os livros, CD's, Filmes chegam sempre com enorme atraso, depois de meses. A internet tem mudado esse conceito e infelizmente esses que defendem ferozmente a propriedade intelectual não conseguem perceber esse tipo de questão, para eles devemos continuar sendo um país atrasado, e o importante é que o dinheiro vá para o bolso dos grandões.

Quem sabe um dia nossos governantes repensem essas questões, não pelo lado dos poderosos, dos artistas que andam em carros importados, que aparecem em Caras, nem dos multimilionários das multi nacionais, mas pensem pelo lado da população pobre e da classe média desse país

Felizmente esse conceito já está presente com as quebras de patentes de remédios, dos genéricos e outros. Há esperança.

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