quarta-feira, 23 de julho de 2008

Sou eu mesmo.

Matheus Soares.

Nesta noite fria e muda olho ao redor,
Ninguém vejo, a não ser eu mesmo.
E olhando para mim mesmo sinto,
Sinto a angústia do ser.

Como angustiar-se pelo ser?
Como viver sendo aquilo que somos?
São nessas noites que penso,
Penso em fugir de mim mesmo.

Mas para onde fugirei?
Uma terra distante talvez?
Fico inebriado pelas possibilidades,
Possibilidade de outra vida.

Mas de que me adianta?
Seria uma vida diferente desta?
A verdade é que não dá pra escapar,
Escapar de sermos nós mesmos.

E a noite vai se desfazendo,
A aurora vem chegando,
Os rostos vão aparecendo,
E vejo que vale a pena ser eu mesmo.

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